Mostrando postagens com marcador respeito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador respeito. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

COMPROMETIMENTO

Comprometimento. Você já ouviu falar nisto? É uma palavra pouco usada, pouco utilizada, e uma ação bem pouco vista nos dias de hoje. A falta de comprometimento pode causar vários efeitos indesejáveis, nocivos à saúde comunitária e individual. Comprometimento com causas estabelecidas de comum acordo geram amizade, simpatia, companheirismo, ajuda mútua, estreitamento de laços, quer seja de negócios, quer seja de amizade. Falta de comprometimento gera desavenças, noites mal dormidas, raiva, queimação no estômago, distratos, perda de confiança no individuo e no mundo, desalento...
            Pode soar desagradável, mas literalmente o que nos mata é a falta de comprometimento por parte das pessoas. Cada vez que nos comprometemos, esperamos das pessoas envolvidas uma postura de engajamento igual a que oferecemos. Quando isto não acontece, a quebra de confiança traz uma sensação de traição muito grande, pois percebemos que colocamos nosso tempo e energia em algo que deveria ser construído conjuntamente, para, ao final, carregamos tudo sozinhos.
            Infelizmente, isto é comum demais. Começa dentro das casas. Todos querem morar numa casa bacana, limpa, ordenada, mas sempre acaba sobrando pra uma pessoa todas as tarefas. Depois, dentro das escolas, onde o esforço acaba sendo de poucos, para que tudo funcione e o objetivo de aprender seja alcançado. Num patamar acima, é no emprego, onde sempre há os espertos que deixam suas responsabilidades atrasadas, acarretando mais trabalho para os que realmente se comprometeram a trabalhar,  e não só a marcar ponto na empresa.
            Há também a falta de comprometimento pessoal, como os pacientes que sabem que devem tomar o remédio, ou parar de fumar, ou fazer um número ‘x’ de sessões para melhorar de uma dor, e simplesmente esquecem o remédio, cancelam a sessão, ou continuam comprando o maço de cigarro. O terapeuta se compromete a ajudar o paciente, mas não há o envolvimento do principal interessado.
            Comprometimento é algo simples, e algo sério. Se eu digo: vamos nos ajudar mutuamente,  eu cumpro a minha parte, e não vejo nenhuma atitude de sua parte, a confiança foi quebrada. É como o vendedor que entrega a mercadoria para um cliente de confiança com a promessa de que será pago a seguir, e se percebe enganado, realmente roubado, no momento seguinte. E roubado duplamente: na mercadoria e na confiança.
            Imaginem, por um segundo, que todas as pessoas realmente cumprissem o que prometeram a outras! A sociedade seria melhor, a humanidade seria maravilhosa... as pessoas deixam rastros de insatisfação em suas casas, empregos, amizades, relacionamentos etc, exatamente porque só querem receber, e não querem dar.

            Por este motivo, as raras pessoas que aprenderam a dar, um dia se cansam, se fecham, e somem. Começam a pensar só em si mesmas, afinal, aprenderam com os melhores professores. Mas, como contrariam suas naturezas, acabam adoecendo, morrendo por dentro, e depois por fora. Acabam perdendo o comprometimento com si próprios, pois recebem, continuamente, uma só mensagem: comprometimento não é levado a sério... 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O QUE NOS FALTA ou COMO NÓS SOMOS RIDÍCULOS

Diariamente pego meu filho na escola de carro, vindo do trabalho. Ruas de bairro, antes tranquilas, hoje são tomadas por congestionamentos cansativos, devido aos novos prédios que a prefeitura aprova, aumentando o contingente de moradores locais. Dizem que o progresso é inexorável, e até concordo, mas  sempre acho que ele deveria vir junto com uma boa dose de educação.
Me explico: as pessoas não se respeitam mais. Realmente somos a geração ‘do próprio umbigo’. Como numa selva, ou num destes ‘reality show’, é cada um por si, Deus por todos. Por este motivo, hoje eu usei um item aposentado em meu carro: a buzina. Meu filho até se assustou...
Da primeira vez, ao virar a esquina numa rua de duas mãos, sempre movimentada por dar acesso a um cruzamento importante. Havia três carros á minha frente, parados, e na mão contrária, uma senhora com o carro parado em frente a própria garagem, saindo, aos berros, do veículo. Sem visão nenhuma, pensei que houvera colisão, quando percebi que estávamos parados ali para que ela brigasse com o motorista do carro que não lhe deixara sair de casa. Evidente que o apressado motorista que vinha na minha mão preferira tentar passar rapidamente, sem esperar meio segundo para que a moradora saísse de sua casa. Ele estava errado. Mas quando a mulher desceu do carro para bater boca, parando o tráfego nos dois sentidos, ela perdeu a razão. E então eu buzinei, acompanhada por uma sinfonia. Eles saíram do meio, e para meu espanto, a rua estava toda livre. Eles haviam causado todo aquele transtorno devido aos egos inflados!
Segui em frente, cruzei a avenida e entrei no meu bairro. Logo nos primeiros quinze metros escutei a buzina do carro a frente. Pais parando em frente á escolinha dos filhos em mão dupla, numa rua onde mal passam os dois carros. Fui adiante; virei a esquina, e uma madame em seu carrão brecou no meio da rua, para comprar frutas de um vendedor ambulante. Parei eu, o carro que vinha virando atrás – quase batendo em minha traseira - e  outro que já virava a rua. A dondoca já baixava o vidro, para realizar as compras, quando eu usei, de novo, a buzina. Ela não se mexeu... usei novamente, amparada pelos outros carros. Ela então encostou o carro, e, ao invés de xingá-la, gritei: respeito com o próximo!!!


E é isto o que falta: respeito com o próximo, delicadeza com aquele com quem compartilhamos a rua, a calçada, o mercado... pessoas correndo para passar na frente de outras na fila, mesmo vendo que a pessoa já estavam se dirigindo para lá, como moleques. Escutei numa palestra de Dulce Magalhães, no sábado: “como nós somos ridículos!”. Assino embaixo. Somos mesmo. E selvagens. Fommm!!

Blog Palavra Prima, é para lá que eu vou

Quem chega aqui deve perceber que as postagens estão cada vez mais escassas. O motivo real é a criação, há mais de dois anos, de outro blog,...