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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Onipotente

Não importa o tempo
Tampouco o onde.
O que me faz bem
É poder ter silêncio.
A alma se aquieta,
Se refaz, expande,
E outra realidade
Se faz descoberta.
A casa dorme,
Insetos soltam seus agudos,
Na mata adentro.
O sol vem, tímido,
Também em silêncio,
Deixando que o
Vento gelado
Continue me abraçando.
Poderia estar em qualquer lugar.
Poderia ser noite,
Não o princípio de um dia.
Mas se não fosse eu
A observar,
Tudo a minha volta

Nada seria.

Plenitude

Quando nascemos a situação se apresenta,
De maneira sutil, mas inconteste:
A que viemos, porque vivemos?
E na procura da fundamental resposta
Crescemos, poucas vezes nos escutando,
Pela bússola de outrem nos guiando,
Tentando agradar a todo ser vivente.
Lá pelas tantas, no meio da vida, às vezes antes,
Sinaleiros nos acordam,
Pedindo-nos sincera rota
Que nos leve, finalmente de volta,
aos portais de nossa alma.
Nestas sendas em que recomeçamos
Passo a passo, como crianças,
Percebemo-nos renascidos,
Mais leves e motivados,
Pois estamos conectados
Com o que antes era só olvido.
E então, num dia qualquer,
Descobrimos esta verdade:
Quando nascemos para sermos plenos em nós mesmos,
caminhos se abrem onde antes nada havia,
luz se faz onde antes penumbra existia.
Quando nascemos para crermos em algo maior do que nós mesmos,
exulta o espírito quando escuta o primeiro acorde
de um sacro hino;
vertem lágrimas dos olhos, refletindo somente
a entrega da alma.
e sobre nós desce, inconteste,

certeza, júbilo e calma.

sábado, 6 de abril de 2013

RECEBE-ME


    Da luta diária, que tanto falam, guardo a memória do esquecimento. Sim, quero esquecer a luta, e engrandecer o riso, a satisfação de cada momento em que respiro. E resplandecer em cada memória em que estive contigo, em ato, ou em pensamento. Cada momento, sem nenhuma omissão.
    De onde tiro tudo isso, dirás, todas essas bobagens, esses engodos? Tiro do que todos chamam de coração, do que os sábios chamam de mente, os místicos chamam de alma. Cada palavra que brota aqui é um acalanto que te faço, um desejo de abraço que nos acolha, um ao outro, sem pejos.
    E tudo o que faço, o faço por mim, que não posso mais viver sem ti, mas mesmo assim, continuo vivendo. Contradição entre o que sinto e o que o corpo apronta comigo...continuo respirando, mesmo sem os teus pulmões; continuo vendo, mesmo sem teus olhos; falando, mesmo sem tua boca.   E te perdendo, me ganho, feliz com a descoberta: o amor não nos limita; nos faz ganhar, sempre.
    Visto então que nem tudo na vida é ganhar só para si mesmo, mas também compartilhar, aqui vai meu riso, meu gesto, minha intenção. Recebe- me assim, de mãos e olhos, poros e ouvidos abertos. Eu sempre estou chegando...

Blog Palavra Prima, é para lá que eu vou

Quem chega aqui deve perceber que as postagens estão cada vez mais escassas. O motivo real é a criação, há mais de dois anos, de outro blog,...