quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

GAIA

Desde que o mundo começou a ser mundo, eu existo. Sou Terra,  magma, força primordial que a tudo percorre. Matéria, átomo, energia condensada, cá estou. Não sou a Alma, sou o que é vivificado por ela. Sou o espelho dela.
Tenho necessidade de vida, de prenhez, de semente. Tenho o ímpeto do calor, do sol, do movimento. Ainda assim, não sou o Sol, não sou o Vento. Eles são outros. Eu sou Uma.
Quando me desfaço, ainda assim, sou eu. Para uns, o pútrido, para outros, alimento. Para alguns, o lixo, para outro, novo elemento. Sou a Terra e minha essência é de vida, transformação, transmutação. Eu Sou.
Meu sangue é o magma. Minhas vísceras,  entranhas geradoras de sementes, tubérculos, nascentes. Quando louca,  sou vulcão; se desespero, terremoto. Quando choro, inundação. E se desolo, terra crestada. Cansei de ser violada.
Minha pele é esta crosta em que pisam, dançam, correm, estes animais de almas pouco desenvolvidas. Eles pensam que são tudo, mas eu sou Mais. Vieram de mim, são constituídos por meus elementos, e quando retornarem a seu sono de almas sem voz, deporão seus corpos em meu ventre. E eu, Anciã sem idade, sem começo nem fim, os devorarei para novamente serem partículas promissoras de vida.

Eu Sou o Portal para o começo e o fim de tudo. Não preciso ter voz, sou ação. Não há quem me domine, comigo tenham cuidado. Minha natureza é dupla: ira e afago.

sábado, 10 de janeiro de 2015

REVISITANDO EMOÇÕES

O ano passado foi pródigo em emoções. Também foi um tanto corrido, mas o balanço geral eu posto aqui. Participei, como colunista, das quatro edições da Revista Plural, pelo selo Scenarium Plural. Publiquei, pelo mesmo selo, meu segundo livro de poesia, "Pele, Osso e um Pouco Mais". E 10 contos meus foram publicados na coletânea Retratos. Também pela Scenarium Plural, participei do projeto Caderno de Notas, nas 3 primeiras edições, e fui uma das escolhidas para participar da coletânea A Sul de Nenhum Norte.

Também foi um ano de aprendizado. Estive presente no Write in Canela, com James Mc Sill, em maio de 2014, como participante e parte da organização; também no Congresso de Autores com o qual James nos brinda todos os anos, dois meses depois, também como participante e organizadora.

Participei da Bienal do Livro de São Paulo, no estande da União Brasileira de Escritores, e também no estande da editora Biblioteca 24 horas.






Fui entrevistada por Noscilene Santos do programa A Hora do coaching, em abril. Já no final do ano, fui convidada a dar uma entrevista para a escritora Arriete Vilela, na Gazeta de Alagoas, entrevista esta que saiu logo no primeiro sábado de 2015.

Consegui terminar a gravação de meu CD, Lá de Dentro, também no ano passado.

São pequenas conquistas, ou grandes conquistas? Só sabe o coração de quem as tem.

Foi um ano em que estive muito em casa, guardada em meus silêncios e cuidando dos meus. A parte social foi deixada um pouco de lado, para repor minhas energias. Mas meus amigos continuam guardados do lado esquerdo do peito, e sabem disto. Participei de alguns lançamentos de amigos, quando meus compromissos familiares deixavam. Fizemos saraus em casa, trouxemos os amigos para perto.

2015 chegou, com novas oportunidades, novidades e sonhos a serem concretizados. Vamos embarcar nele!









terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CHUMBO TROCADO E OUTRAS HISTÓRIAS: MEUS CONTOS, NA COLETÂNEA RETRATOS

Meus contos serão lançados no dia 13 de dezembro de 2014, na coletânea “Retratos” , da Scenarium Plural. Edição limitada. Vale a pena conferir.

Autores convidados:

Ana Claudia Marques – Aurea Cristina – Claudia Costa
Emerson Braga – Lunna Guedes – Maria Cininha
Renata Penna – Tatiana Kielberman – Thelma Ramalho
Retrato - lançamento

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

COMPROMETIMENTO

Comprometimento. Você já ouviu falar nisto? É uma palavra pouco usada, pouco utilizada, e uma ação bem pouco vista nos dias de hoje. A falta de comprometimento pode causar vários efeitos indesejáveis, nocivos à saúde comunitária e individual. Comprometimento com causas estabelecidas de comum acordo geram amizade, simpatia, companheirismo, ajuda mútua, estreitamento de laços, quer seja de negócios, quer seja de amizade. Falta de comprometimento gera desavenças, noites mal dormidas, raiva, queimação no estômago, distratos, perda de confiança no individuo e no mundo, desalento...
            Pode soar desagradável, mas literalmente o que nos mata é a falta de comprometimento por parte das pessoas. Cada vez que nos comprometemos, esperamos das pessoas envolvidas uma postura de engajamento igual a que oferecemos. Quando isto não acontece, a quebra de confiança traz uma sensação de traição muito grande, pois percebemos que colocamos nosso tempo e energia em algo que deveria ser construído conjuntamente, para, ao final, carregamos tudo sozinhos.
            Infelizmente, isto é comum demais. Começa dentro das casas. Todos querem morar numa casa bacana, limpa, ordenada, mas sempre acaba sobrando pra uma pessoa todas as tarefas. Depois, dentro das escolas, onde o esforço acaba sendo de poucos, para que tudo funcione e o objetivo de aprender seja alcançado. Num patamar acima, é no emprego, onde sempre há os espertos que deixam suas responsabilidades atrasadas, acarretando mais trabalho para os que realmente se comprometeram a trabalhar,  e não só a marcar ponto na empresa.
            Há também a falta de comprometimento pessoal, como os pacientes que sabem que devem tomar o remédio, ou parar de fumar, ou fazer um número ‘x’ de sessões para melhorar de uma dor, e simplesmente esquecem o remédio, cancelam a sessão, ou continuam comprando o maço de cigarro. O terapeuta se compromete a ajudar o paciente, mas não há o envolvimento do principal interessado.
            Comprometimento é algo simples, e algo sério. Se eu digo: vamos nos ajudar mutuamente,  eu cumpro a minha parte, e não vejo nenhuma atitude de sua parte, a confiança foi quebrada. É como o vendedor que entrega a mercadoria para um cliente de confiança com a promessa de que será pago a seguir, e se percebe enganado, realmente roubado, no momento seguinte. E roubado duplamente: na mercadoria e na confiança.
            Imaginem, por um segundo, que todas as pessoas realmente cumprissem o que prometeram a outras! A sociedade seria melhor, a humanidade seria maravilhosa... as pessoas deixam rastros de insatisfação em suas casas, empregos, amizades, relacionamentos etc, exatamente porque só querem receber, e não querem dar.

            Por este motivo, as raras pessoas que aprenderam a dar, um dia se cansam, se fecham, e somem. Começam a pensar só em si mesmas, afinal, aprenderam com os melhores professores. Mas, como contrariam suas naturezas, acabam adoecendo, morrendo por dentro, e depois por fora. Acabam perdendo o comprometimento com si próprios, pois recebem, continuamente, uma só mensagem: comprometimento não é levado a sério... 

sábado, 27 de setembro de 2014

Nasceu meu novo livro de poesias "Pele, osso e um pouco mais", pelo selo Scenarium Plural. 
Os livros são com encadernação artesanal, tiragem limitada  - e numerada - de 30 exemplares, sendo que uma parte já foi vendida...
Quem tiver interesse de adquirir seu exemplar, corra, e peça e-mail Scenariumplural@globo.com


domingo, 24 de agosto de 2014

Ontem estive na Bienal Internacional do Livro de SP. Tarde de autógrafos na UBE - União Brasileira de Escritores - reencontro com amigos queridos, e fazendo outros, novos. Roda de poesia no estande da UBE, lançamento de uma amiga na Editora Biblioteca 24 horas...A Bienal lotada, mas o coração feliz, por poder fazer parte desta festa das letras.






domingo, 17 de agosto de 2014

Palavra Prima - novo blog

Amigos leitores, que me seguem por aqui, novidades na área: estou com um novo blog, chamado Palavra Prima, pela wordpress.  O novo link:
/http://anaclaudiamarques.wordpress.com/

Todas as postagens que temos aqui estão por lá. Aos poucos também estarei somente publicando as postagens novas somente pelo wordpress. Aproveitem para conhecer a série "pensantes".

Levem o carinho de vocês pra lá! estou esperando a todos!


VAMOS PARA A BIENAL DE SP?

A Bienal começa semana que vem, e eu estarei lá, com meu livro de poesia e as antologias das quais participo.
Houveram mudanças na minha programação da Bienal do Livro SP. Atualizando! Estarei lá nos seguintes dias:
- dia 23 de agosto, autografando no estande da UBE, N601, das 12 as 14:00 hrs. Depois disto, participando, lá mesmo, de um delicioso momento de reencontro com os escritores de Ribeirão Preto.
-dia 31 de agosto, autografando no estande da Editora Biblioteca24horas,  F698, das 12 as 14:00hrs, e depois? só Deus sabe!!
Todos convidados para “bandear” pela Bienal!


domingo, 13 de julho de 2014

CÁLCIO E BRANCURA

Em minhas mãos, duas conchas. Gastas, lisas, praticamente sem cor. De borco, mostram para mim de quantas camadas de cálcio depositado, ano após ano, são feitas. São espessas, pesadas, já não tem a metade que lhes completa, mas me encantam.
Já rolaram muito pelo mar, desgastaram-se nas ondas, na areia, de uma praia a outra, do fundo do mar para a beira das praias. As vejo, e imagino se fossem pessoas. Seriam aquelas que admiramos, inquebrantáveis, ante as vicissitudes da vida. Seriam pessoas cheias de rugas, ao final de suas vidas, mas de uma dignidade e alegria ímpares.
Há aqueles que gostam de colecionar conchas de diferentes formatos, diferentes desenhos, madrepérolas frágeis, mas estas se quebram tão logo o mar se revolta e as atira em direção às pedras... Se fossem pessoas seriam as que se entregam diante de qualquer problema, e não mais se levantam, ou aquelas cujo interior se quebra logo a primeira ofensa ou dor de amor.

Prefiro a integridade destas conchas antigas. Elas me lembram que o viço da juventude passa, as dificuldades sempre estão aí, por toda parte, queiramos ou não, mas se escolhemos passar com leveza, ainda seremos quem somos daqui a cinquenta, sessenta anos... como estas que miro em minhas mãos, ainda conchas, íntegras e fiéis à suas naturezas de cálcio e brancura.

Blog Palavra Prima, é para lá que eu vou

Quem chega aqui deve perceber que as postagens estão cada vez mais escassas. O motivo real é a criação, há mais de dois anos, de outro blog,...