terça-feira, 10 de agosto de 2010

Porcelana chinesa

Quero a delicadeza

De peças chinesas.

Suaves bandejas

Feitas de bambu.

Quero um aroma de flores

E janelas,

Mesas antigas,

Recordações amigas.

Só não quero incertezas

Me corroendo.

Quero uma vida pacata e plena

Se isso for possível,

Com música, crianças, trabalho, dedicação,

Jeito zen de se encontrar

Quando tocar um piano.

Tudo ser, mesmo em segundo plano,

E poder desfrutar

Dos raros momentos de encontro

Comigo mesma.

Momentos em que me sinto

Pequena e delicada

Qual porcelana chinesa,

E não me reconheço

Em mim mesma.

Momento em que posso ser

A antiga menina solidão,

Assolada de paixão,

Sem elos nem direção.

Que posso voar no sentimento.

Eis aí meu alento:

Poder Ser

Além de qualquer sofrimento,

E como dizia

Uma antiga poesia:

É tudo o que eu queria

E é tudo o que queremos.

Queremos e não sabemos,

E perdemos dia a dia.

Vai uma maçã aí?

E nós, as Evas do mundo, como seríamos definidas se a primeira Eva não tivesse oferecido a maçã para Adão? Me recordo também que existem ...