quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Vai uma maçã aí?


E nós, as Evas do mundo, como seríamos definidas se a primeira Eva não tivesse oferecido a maçã para Adão? Me recordo também que existem algumas histórias sobre outra mulher antes de Eva: Lilith. Me pego imaginando se  Lilith  não tivesse, segundo algumas histórias, se rebelado contra a subserviência a Adão. Eva sequer teria a necessidade de ser criada, e a história seria outra.
Analisando tudo, chego a conclusão que as mulheres não foram criadas para darem certo aos olhos dos homens, pois tanto a primeira quanto a segunda não ligavam a mínima para o que eles pediam, diziam ou achavam. Lilith, sendo criada da mesma forma que Adão, simplesmente o alertou que não adiantava ‘cantar de galo’ pra cima dela. Todo Poderoso veio, ralhou com ela, e de nada adiantou, pois Lilith abandonou Adão. Acho que foi o primeiro divórcio da história.
Imagino que deve ter havido um conchavo entre os dois homens, Todo Poderoso e Adão, e resolveram que seria melhor criar Eva. Subserviente, pensaram, iria adorar obedecer ordens, passear no paraíso com Adão... Mas não! Na primeira oportunidade desobedeceu o Todo Poderoso e enganou Adão (que não devia ser grande coisa, pensando bem, pois não conseguia impor respeito nem dentro de casa...). e aí todo mundo já sabe: foram expulsos do paraíso, etc e tal.
Lilith era sedutora; Eva era pecadora. Mulher nasceu para subverter a ordem, então! Se não houvesse a maçã, o fruto da árvore da Sabedoria, haveria outra coisa, com certeza. Mulher nunca se deu bem no paraíso, a meu ver. Tudo organizado, um lugar para cada coisa, uma coisa para cada lugar, sem poder mudar a decoração, criar nada de novo... não é a toa que Eva logo deu um jeito de sair dali. Aliás, dizem as más línguas que a serpente era a mesma Lilith, que convenceu Eva, provavelmente contando a história pregressa de Adão, e como era o regime de governo no paraíso.
Agora, se Eva ofereceu a maçã para Adão, ele aceitou. Afinal, ela não coagiu Adão a comer. E ele também sabia o que estava fazendo, portanto, só pode ser culpado pela falta de iniciativa, presente na mulher. Subserviente era ele, isso sim... tanto ao pai quanto á mulher. Afe, que imagem deprimente a desse Adão...
Acho mesmo é que o Todo Poderoso já sabia das fraquezas e caráter dos dois – aliás, três – e como bom roteirista, tinha que colocar algum ponto de virada na narrativa, caso contrário não teria cena para a novela da criação no dia seguinte... afinal, quem sabe de tudo deveria saber qual seria a reação ao dizer “não pode” para uma mulher...


Onipotente

Não importa o tempo
Tampouco o onde.
O que me faz bem
É poder ter silêncio.
A alma se aquieta,
Se refaz, expande,
E outra realidade
Se faz descoberta.
A casa dorme,
Insetos soltam seus agudos,
Na mata adentro.
O sol vem, tímido,
Também em silêncio,
Deixando que o
Vento gelado
Continue me abraçando.
Poderia estar em qualquer lugar.
Poderia ser noite,
Não o princípio de um dia.
Mas se não fosse eu
A observar,
Tudo a minha volta

Nada seria.

Decidida



            Antes, bem antes, eu nada decidia. Você sabe, não é? Quando eu andava em sombras, e achava que a minha vida e minha felicidade dependiam dos outros, eram moldadas por seus atos, críticas e comentários, vontades e desvontades.
            Antes, bem antes, eu nada decidia. Quem me viu sabe. Quando meu corpo me largou, me dizendo: dane-se, sirva aos outros, se puder. E eu não pude. Simplesmente não pude, porque o corpo me faltava. O corpo, instrumento de precisão e de prazer, de desgosto e exaustão, ele me faltou, para que eu aprendesse quem é que importava.
            Antes, bem antes, eu não sabia o que era sonhar meus sonhos. Aluguei sonhos alheios, por tão longa temporada que os pensei meus. Aluguei-os por tão longa temporada, que podiam me chamar por outros nomes, e em outras línguas, e eu atenderia.
            Mas hoje, hoje sou uma mulher de escolhas. Começou com uma bem simples: querer viver ou querer morrer. Preferi tentar viver, porque morta, percebi, eu já estava, e não era divertido, trazia dor na alma e no corpo. Também declarei minha total incompetência para o masoquismo. A segunda escolha foi mais difícil: sonhar ou não sonhar. Afinal, sonhar requeria uma prática que eu não tinha. Resolvi sonhar, já havia pago a minha cota por alugar sonhos alheios e tentar fazê-los meus.
            E o que começou a se desenhar no abstrato, interpenetrou o meu mundo concreto, real. Comecei a reconhecer o incômodo nos olhos das pessoas que me cercavam. Eu havia sido abduzida, ou algo assim? Onde estava a mansidão da ovelha, a obediência, a afabilidade? Perdeu-se em algum lugar, junto com a necessidade quase que irracional que eu tinha, como tantas outras, de ser alguém só ao lado de um outro alguém. Hoje me basto sozinha, e só aceito comigo quem me acrescente.

            Hoje escolhi viver, redescobri meu próprio nome, minhas palavras prediletas, a minha melhor companhia, e a quem eu devia amar acima de todas as coisas. Ah, e para quem me perguntar a quem eu devo amar, resposta simples: a mim mesma. Foi assim que me reaprendi, e hoje minhas pernas me levam aonde eu preciso ir, minhas mãos agarram o que querem, e meus sonhos são só uma etapa para a realidade.

Plenitude

Quando nascemos a situação se apresenta,
De maneira sutil, mas inconteste:
A que viemos, porque vivemos?
E na procura da fundamental resposta
Crescemos, poucas vezes nos escutando,
Pela bússola de outrem nos guiando,
Tentando agradar a todo ser vivente.
Lá pelas tantas, no meio da vida, às vezes antes,
Sinaleiros nos acordam,
Pedindo-nos sincera rota
Que nos leve, finalmente de volta,
aos portais de nossa alma.
Nestas sendas em que recomeçamos
Passo a passo, como crianças,
Percebemo-nos renascidos,
Mais leves e motivados,
Pois estamos conectados
Com o que antes era só olvido.
E então, num dia qualquer,
Descobrimos esta verdade:
Quando nascemos para sermos plenos em nós mesmos,
caminhos se abrem onde antes nada havia,
luz se faz onde antes penumbra existia.
Quando nascemos para crermos em algo maior do que nós mesmos,
exulta o espírito quando escuta o primeiro acorde
de um sacro hino;
vertem lágrimas dos olhos, refletindo somente
a entrega da alma.
e sobre nós desce, inconteste,

certeza, júbilo e calma.

Sádico

Me conte, agora, de toda a dor que sentes.
Sim, da dor que sentes ao me ter longe de ti. Isto, sangre tuas palavras, juras de amor inconteste, enquanto eu me banho neste teu sofrimento, jubilosa por ser a causadora dele. Má? Não, somente feliz por merecer ter o teu pensamento, teu corpo, teu tudo.
Tu estás errado, sabes? Se dar, assim, sem pensar em si mesmo. Mas quem sou eu para te dar conselhos, se sou eu mesma a te furar com a faca... não te queria ver assim, tão anulado, mas já que vens até mim, aprenderás com meu egoísmo sadio, que amor bom é aquele que preserva o vivente. Se te amo? Claro, e como! Mas preciso antes saber o que queres de mim, para que possa fazer a minha entrega. Não como tu, que não sabes onde estás te metendo, e já te dás inteiro, a mim, que de tonta nada tenho. Não.
 Entregar-me-ei quando estiver certa de que nosso amor não me fará parar de verter o rio de poesia, os risos de meus lábios, a alegria suave que meus dias tem. Se meus olhos se nublarem por ti, ai, já vou-me. Sabes agora, não engano a ninguém.

Aprenda: a única entrega completa que farei é para mim mesma. 
Sempre.

Subterfúgios

Me dói saber que não encontro eco em ti. Me sinto com frio. Falta de abraço. Falto de teu laço, de teu jeito, de te amor em mim. Teu silêncio não é aceite, é buraco. Teu silêncio não é palavra, é negação. Sinto que tu te afastas. Medo? Raiva? Largaste já meu coração? Pois então porque sinto ainda o aperto nele, comprimido por tua mão?
Ah! Que queres de mim? Que te conte tudo, dos sentimentos, dos pormenores, da angústia no meu peito? Assim tu foges mais depressa. Não, vou te enganando com belas palavras, canções mornas, que não te amedrontem. Bruxa velha querendo comer criancinhas... não me deixes assim, num monólogo. Tu sabes que machuca, não é? Que faço com esta vontade de me abraçar até apertar tudo, vísceras, músculos e alma, para ver se passa a dor profunda que me atravessa?

Queria o teu cheiro perfumado, tua pele boa, teu amor guardado... mas só tenho o nada, o vento, ideal emprestado. Me ame, me chame, me diga claramente o que quer. Eu então te direi, que só quero ser tua mulher. Enquanto vierdes com silêncios e subterfúgios, nada posso te dar. Quando vierdes com certezas, posso, enfim, me revelar...

Silêncio e Palavra

 Há silêncios que falam, e palavras que calam. Antes de tudo vir a ser, antes de tudo, o Silêncio. Nele, não o Nada, mas o estado latente das coisas. Não o impensado, mas o projeto todo, ainda não manifesto. Um frêmito no universo, que ainda nem nome tinha. Era somente verso, onde o tudo era nada; não havia unidade, porque ainda não havia a separação. Amálgama de forças díspares, congruência entre ação e inércia: equilíbrio.
         E então, deste frêmito, o Verbo: a Palavra, vibração que percorreu o nada e ativou a ação. O silêncio, que antes falava da criação, deu vez a Palavra, que anteviu a forma. Semente de cada partícula, de cada cor, cada ser, a Palavra trouxe com ela a forma, as cores, pesos e medidas, odores e sensações. Trouxe a luz, e juntamente a queda. Trouxe a disparidade, para que se conhecesse a unidade. A Palavra não veio para trazer a paz, mas para que tomássemos conhecimento dela, através da guerra.

         Entre o Silêncio e a Palavra, a intenção. A intenção é o segredo, e o código de mil letras, sons ancestrais que nos levam, enfim à Palavra primordial, e esta, tocada em seu íntimo, nos joga ao Silêncio inicial. Mas o Silêncio, assim como a Palavra, não é paz, porque os dois compartilham da mesma essência. A intenção, sim, como seta que vai ao alvo, traz a calmaria que nos completa, a intenção, sim, traduzida em ação, é a paz em si mesma. Enquanto ebulirem pensamentos, não há paz, pois silêncio e verbo tentam, em vão, coabitar em nós. Quando a intenção torna-se ação, não há mais tensão entre  Silêncio e  Palavra. Há a conjunção de semente, energia latente, com a terra, criadora fecunda, e chuva, carreadora de  intenção do Ser.

sábado, 12 de março de 2016

RESENHA SOBRE MEU LIVRO NO BLOG PROSA ENCANTADA

Confiram que resenha linda da minha amiga e escritora Ana Lucia Santana sobre meu livro, em seu blog http://prosaencantada.blogspot.com.br/2015/12/o-poente-o-poetico-e-o-perdido.html?m=1


Um trechinho aqui:


Sua poética tem a fluência e a malemolência de quem, além da poesia, também se dedica à música. A poeta e a compositora se aliam na tessitura do ritmo e da melodia. Esse encontro das várias Anas transparece em poemas como Porcelana Chinesa - a amante da cultura oriental, a pintora, a cantora, a mulher de longa trajetória existencial.

Aliás, a passagem da autora pelo Japão está impressa em sua poesia e ganha um espaço particular nas poesias Símbolo eJapão, assim como nos poemas escritos entre 1994 e 1995, alinhados, neste livro, no segmento intitulado Oriental. Nessa etapa, a autora, mais que nunca, parece buscar sua própria identidade, num processo de desconstrução e renovação. Essa experiência está latente na série de poemas Nihon.

TERESA E UMA SEPARAÇÃO

Teresa estava no centro da cidade. Resolveu entrar numa pequena lanchonete para fazer um lanche. Sentada numa mesinha longe da porta, de costas para o movimento da rua, vira-se quando escuta uma voz conhecida chamar seu nome.
-Ora, é você mesma! Bem que te reconheci, você parece que não muda! – falou a moça sorridente, atitude prenunciando um abraço.
- ah, Betina, que coincidência boa! O que faz aqui no centro? Eu vim atrás de tecidos, e você?
- ih, Teresa, vim atrás de material escolar mais barato para os meninos. Aconteceu tanta coisa nestes últimos meses. Silvio me deixou sozinha com os meninos. Estou me virando só com as aulas que dou, um ou outro bolo de aniversário que encomendam.
- Betina, sinto muito. Mas vocês não estavam bem? A última vez que os vi estavam bem, apesar que já fazem uns dois anos, acho. Quer conversar um pouco, sente aqui comigo, não quer pedir um lanche também?
Betina sentou-se de frente para Teresa, o atendente se aproximou, ela pediu seu lanche e um suco, e recomeçou a falar.
- Eu não percebi de início, mas ele estava ficando mais calado. Eu estava preocupada com ele. Caprichava no jantar, tentava saber o que era, mas ele não me dizia nada. Então um dia, sem justificar nada, me aparece com uma mala pronta, vindo do nosso quarto, e falou para mim e para os meninos que estava indo embora de casa.
- hum... e você?
- pedi para ele explicar o que estava acontecendo, eu e os meninos não estávamos entendendo nada. Pedi para ele ficar e conversarmos, mas não adiantou. Começou a me atacar verbalmente, que a culpa era minha, que não me aguentava mais... – Betina baixou o olhar, olhou para as próprias mãos, nervosamente entrelaçadas – e se foi.
- sinto muito pelo acontecido... e os meninos, como estão?
- eles também não entenderam nada. No final de semana seguinte ele veio vê-los, mas não me dirigiu a palavra. Não sei o que fiz para ele. Larguei meu trabalho de administradora de empresa para cuidar dos meninos como ele queria; cuidava dele, das crianças, da casa, comida, roupas... Até dois anos atrás eu nem trabalhava! Se não fossem as aulas que peguei para dar e os bolos que faço, não sei como estaria me arranjando.
- espera aí, ele não está pagando pensão para os garotos?
- acredita que não? Pior do que isso, fiquei sabendo por amigos comuns que ele juntou-se com uma outra mulher. Consegui falar com ela, e ela me contou que ele disse a ela que era separado. Estava com ela há quase dois anos...
- e você não vai fazer nada, Betina?
- na verdade eu já fiz. Coloquei um processo para que ele pague a pensão dos garotos. Mas estou me sentindo tão culpada, Teresa!
- culpada por que? Vamos lá, me diga.
- ele diz que saiu de casa por minha causa, mas nunca me disse o porquê... ele vai ficar muito bravo quando souber que eu fiz isso. Agora ele deu de falar para os meninos e para amigos que fui eu que o coloquei para fora de casa!
- então vamos fazer o seguinte? Vamos olhar para a situação com racionalidade. Primeiro, teus filhos viram ele saindo pela porta afora sem motivos. Este é o ponto um.
- Certo.
- segundo, o fato dele não querer mais estar com você não significa que ele possa abdicar da paternidade. E mais ainda: ele tem que entender que com esta atitude, prejudica os garotos não só materialmente, mas também emocionalmente, pois não vão se sentir amados por ele.
- sim, eu não havia pensado nisso, juro!
- terceiro: perceba que quando a pessoa sabe que está errada e não tem maturidade para assumir os seus atos, ele tem que arranjar algum culpado.
- é ...no caso ele diz que sou eu que o coloquei para fora, e não ele que saiu pela porta afora!
- viu? Outra atitude que ele deve ter tido: arranjar justificativas para o que fez. No caso dele, ao invés de admitir que está largando a família porque está apaixonado por outra (o que é humanamente possível, perdoável, ninguém tem a obrigação de viver com quem não tem mais nada), ele resolveu dizer que o problema era com você.
- verdade!
-agora me diga, você está se sentindo culpada por qual motivo mesmo?
-nenhum! – Betina sorriu, semblante relaxado – ele pode se apaixonar, viver a vida dele, eu vivo a minha. Vou trabalhar, tentar voltar para minha antiga profissão, mas ele não pode fugir das responsabilidades de pai dele, nem detonar emocionalmente os meninos!
- perfeito!- Teresa bateu palmas. – e lembre-se: não se curve diante do vitimismo dele. Vai querer te manipular. Se isto ocorrer, peça um mediador público, para que este possa guiar a conversa de vocês de forma tranquila.
- Teresa, encontrar você hoje foi a melhor coisa que podia me acontecer!
Teresa sorriu, deu a mão para a amiga por cima da mesa, e falou com ternura:

- a gente está neste mundo para ajudar. Fico feliz por termos nos encontrado também.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

RESENHA SOBRE MEU LIVRO NO BLOG EMBUSTEIRO VIAJANTE

Emerson Braga é um amigo de letras especial. Escreve bem demais, e me surpreendeu com uma bela resenha sobre o meu livro no seu blog Embusteiro Viajante. Confira aqui o que ele diz, e visite o blog.
http://embusteiroviajante.jimdo.com/

 O POENTE, O POÉTICO E O PERDIDO

Partida e chegada nos parecem palavras antônimas, não é mesmo? Porém, na antologia poética da talentosa escritora Ana Cláudia Marques  o livro O poente, o poético e o perdido  os dois vocábulos se complementam, interagem em uma simbiose alimentada por pranto e riso: Deslocamento no tempo e no espaço que mistura as lembranças da autora às nossas próprias reminiscências.

Ana Cláudia nos apresenta versos que trazem a marca intimista dos diários secretos, das verdades inconfessas que guardamos sob o sorriso social que tantas vezes disfarça e negligencia o que por dentro corre caudaloso. Muitas vezes, a superfície calma esconde tormentas, tremores, ressacas. O que não impede belíssimos dias de sol em tantos de seus poemas.

De todos os gêneros literários que a poeta poderia ter se valido para relatar suas vivências, sem dúvida a poesia foi o veículo mais acertado. Apenas a poesia é capaz de nos trazer o perfume das flores de cerejeira, o tilintar de porcelanas chinesas. Em O Poente, O Poético e o Perdido, Ana Cláudia costura com maestria partida e chegada. Talvez por isso terminemos de ler seu trabalho como se houvéssemos chegado a um determinado destino. E, acreditem, é um bom lugar para se estar.

Emerson Braga

19/01/2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

VELHA MATRIZ

Quase quinhentos anos 
De missa na velha 
Igreja Matriz
De Sant'anna
Avó do menino
Jesus.
Ouvindo o forte
Cântico
Louvando a
Deus nas alturas,
Imagino a sua força
Ecoando
Entre cinco séculos
De história.


Vai uma maçã aí?

E nós, as Evas do mundo, como seríamos definidas se a primeira Eva não tivesse oferecido a maçã para Adão? Me recordo também que existem ...