domingo, 19 de janeiro de 2014

ONTEM A LUA

Ontem a lua
Cheia como o sol
Olhava os seres
Em suas redes escusas.
Amantes saudosos
Do que ainda não fora,
Abraçavam-se, sôfregos,
Não vivendo em presença.
A ausência pairava
Entre todos os muros.
A falta da carne,
Dos ossos, do cheiro.
De mortos e vivos.
Eu, acordada,
Abraçando o que Era,
Observava o mundo

Que não vive o agora...

Um comentário:

  1. Sempre lindos os seus versos, querida...

    Uma delícia de se ler!

    Beijos!

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