sábado, 4 de janeiro de 2014

TENHO CÁ UMAS VERDADES

Tenho cá umas verdades
emprestadas
que talvez te interessem.
empoeiradas, amassadas,
mas foram usadas
de maneira inconteste.

Tenho cá umas verdades
itinerantes
que não sei
se para alguma coisa prestam.
São volúveis, cambiáveis,
conforme latitudes e longitudes
que a elas se conferem.

Tenho cá umas verdades
querelantes
mui altivas e rebeldes.
usam cabrestos, todas elas,
E se atracam 
com quem a frente lhes atravesse.

Tenho cá umas verdades 
Penhoradas
e talvez tenhas por elas
igual fervor.
Falam de paz, igualdade,
amor é ética,
e o ouro do mundo
não lhes paga nunca
seu real valor.


2 comentários:

  1. Ah minha cara, eu tinha verdades, agora tenho apenas um punhado de folhas que recolhi dos caminhos por onde passo. Estranhamente, a árvore de frente de casa pensa que é outono, então cobre o chão mesmo com todo o calor. Não conseguiu inverter seu fuso quando a trouxeram do Canadá. rs
    Mas verdades, não tenho mais - deixei em algum canto e agora não consigo lembrar-me onde. rs

    bacio

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    Respostas
    1. Estas verdades são mais para a poesia do que para a prosa, amiga. Estão aí para que as cabeças pensem, e questionem as suas próprias verdades. Afinal, cansei das 'verdades querelantes', e sobrevivi àquelas que mudam conforme latitudes e longitudes... como a tua árvore de fuso horário alterado.
      as verdades são particulares, e só servem a nós mesmos, mas sabemos que sempre há os que defendem antigas verdades...penhoradas e de lavra alheia. não é mesmo?
      bacio

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