quinta-feira, 2 de maio de 2013

ENTREVISTA A SELMO VASCONCELLOS

Confiram a entrevista que dei a Selmo Vasconcellos. Reproduzo aqui a entrevista. Se quiser, também é só clicar no link. Aproveitem para conhecer outros escritores entrevistados!

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/ana-claudia-marques-entrevista-no-494/

No ano de 1970 nascia, em Sampa, uma menina, que recebeu o nome de Ana Claudia. Começou a ler com cinco anos, desenhar com sete, tocar piano com oito, e a escrever poesia com nove anos. Só aprendeu a cantar com doze, quando já tocava violão. Seus cadernos de poesia foram se acumulando ao longo dos anos.

Formou-se em Terapia Ocupacional, tentando juntar as artes que amava, com a psicologia da mente humana, que a atraia. Durante o curso, cantava nos palcos da cidade de S. Carlos, e coordenava um show musical feito pelos alunos, visto que sua alma tinha sede de musica e poesia, o que havia de sobra nestes eventos. Também foi aí que escutou, pela primeira vez, que era uma escritora. Uma semente de um livro fora plantada.

Formou-se e casou-se no mesmo ano, 1992, e seguiu com o esposo, nissei, para o Japão, só retornando em 1996. Aprendeu o japonês, aperfeiçoou o seu inglês e espanhol, aproveitou para aprender a vestir kimono, a dança da colheita e fazer ikebana…

Depois que voltou, tudo mudou: teve uma filha,  voltou-se para as terapias holísticas, depois teve um filho, resolveu fazer acupuntura. E os cadernos de poesia se acumulando… Compunha músicas aqui e acolá, cuidava da v ida, trabalho, casa e filhos, mas algo ainda não se aquietava dentro dela. É que a semente do livro já estava germinando. Ela escolheu poemas e decidiu que iria lançar um livro. Nove meses depois, o livro estreava na Bienal de SP, em 2012.

Hoje continua escrevendo, compondo, sendo terapeuta, mãe, companheira… um outro livro, infantil, está a caminho, e a porta está aberta para novas gestações. Não se sabe se será feliz para sempre, mas com certeza, aproveitará cada momento com a certeza que é único, e vivendo plenamente.

ENTREVISTA
 
 FOTO: Ana e Melchior
SELMO VASCONCELLOS – Quais as suas outras atividades, além de escrever?

ANA CLAUDIA MARQUES – Além de escritora, sou terapeuta holística (trabalho com acupuntura, vários tipos de massagem, reiki e florais de Bach), esposa e mãe de dois filhos. Também tenho um viés musical,  toco piano e violão, canto, além de compor nas horas vagas. Gosto também de desenhar, sou autodidata. Tenho um blog, http://pontocontos.blogspot.com.br, onde, desde 2010, publico contos, crônicas e poemas.

SELMO VASCONCELLOS – Como surgiu seu interesse literário?

ANA CLAUDIA MARQUES  – Desde que li meu primeiro livro, com cinco anos, não parei mais. Comecei a escrever poemas com nove anos, e este escrever evoluiu para contos, crônicas, prosa poética, livros engavetados… fui “descoberta” por Deonísio da Silva, há muitos anos. Foi o primeiro a me dar consciência que o que eu escrevia era bom, e que eu já era uma escritora. Ainda assim, demorei mais vinte anos para ter coragem de assumir este meu lado, e publicar meu primeiro livro.

SELMO VASCONCELLOS – Quantos e quais os seus livros publicados?

ANA CLAUDIA MARQUES  – Tenho um livro publicado, de poesia, chamado O POENTE, O POÉTICO E O PERDIDO, lançado em agosto de 2012, na Bienal Internacional do Livro, pela Editora Biblioteca24horas. Demorei muito, mas o meu primeiro livro já veio com “modernidades”, pois tem sua versão em e-book, além da impressa. Também acabo de ter um livro infantil escolhido para publicação, pela editora Mais que Palavras, o que muito me honra.

SELMO VASCONCELLOS – Qual (is) o(s) impacto(s) que propicia(m) atmosfera(s) capaz(es) de produzir poesias?

ANA CLAUDIA MARQUES – Para mim, tudo, tudo mesmo, pode me fazer escrever: uma frase, uma palavra, uma cena… na verdade, ao longo dos anos tive que me policiar, pois a vida nos pede que sejamos práticos – principalmente se você tiver casa, filhos etc -, e eu não era nem um pouco prática… Talvez por isso fui mudando o meu rumo, e comecei a escrever contos, crônicas, em meus momentos de silêncio. A poesia precisa de espaço para se acomodar na gente.

SELMO VASCONCELLOS – Quais os escritores que você admira?

ANA CLAUDIA MARQUES  – Todos aqueles que nos fazem querer ler mais, que me deixam com raiva quando acabo de ler o livro. Não vou citar aqui nomes, porque cada escritor é uma viagem particular, com mensagens particulares, para momentos específicos. Livros que li ardorosamente quando adolescente, hoje sequer abriria, pois não é mais do meu interesse. Do mesmo modo, há livros que hoje me encantam, que estou preparada para ler com a bagagem atual, e que não me diriam nada há alguns anos.

SELMO VASCONCELLOS – Qual mensagem de incentivo você daria para os novos poetas?

ANA CLAUDIA MARQUES  – Abracem a poesia, dancem com ela, durmam com ela. A poesia foi a primeira forma de orar, e nós, poetas, somos ainda aqueles que conseguem falar com o Divino, porém sem divinizá-lo. Por isso somos necessários nesse mundo…

OBRIGADA PELA OPORTUNIDADE DA ENTREVISTA!

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