domingo, 25 de julho de 2010

Colo

Desenho o colo que preciso
E me ponho de sobreaviso.

Faço fora do compasso,

Mas mesmo assim, faço.

Não há portas nem janelas,

Nem traços, nem aldravas.

Há somente cores

(muito quentes)

E ternura que não passa.

Concentro-me.

Não é nada.

Mas é tudo em si.

Desenhar sem ver,

Sentir sem ser,

Se dar sem ter...

Preciso de colo

Em quem mo ira dar?

Não há tristeza

Nem consolo,

Somente constatação.

Insatisfeita.

Não sou nada.

Imperfeição.

Mas já sou feita.

Ilusão.

Rarefeita.

Outra estação.

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