domingo, 18 de julho de 2010

Dor (Poemeus)

A dor manifesta
É somente o gemido
Do profundo d’alma
Daquele que guarda
A lembrança latente
De quem ou o que
O machucou.

A dor manifesta
Apenas atesta
Que não esquecemos,
Não passamos,
E ainda remoemos
No fundo de nós mesmos
O espinho que nos transpassou.

Seria feliz aquele
que pudesse esquecer
Veramente
Os fatos e emoções
Que o marcaram.
Não teriam dor
Porque o corpo não saberia
Que um dia, a alma
Fora machucada.

Seria a dor
Um mal necessário?
Seria a lembrança
Facilmente descartável?
Subitamente
Me vem idéias.
Retorna a veia poética
Que não mais pulsara.
Agora latente
Fica outra idéia:
Estive eu morta ou em ausência rara?
Em meu espírito
Algo se aclara:
Não existe poema
Sem morte
Ou sem objetivo.
Objetos de desejo também
São importantes.
Mas no meu caso
Há o ensinamento.
Poema para mim
Serve para elucidar
Um sentimento.
E assim me ponho
A poetizar novamente
Sem a paixão
que era necessária antigamente
Mas pelo prazer de rimar,
Pensar
E escrever
Deixar o Rio da Vida
Correr...

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